Hoje falou-se de Tróia nas notícias. A Sonae já anda a falar nisso por aí:
A julgar pela língua usada no vídeo e pelas notícias só não parece que se queiram por lá portugueses... Estou a ser mauzinho, basta ir aqui e ver que os tugas também têm lugar, falta saber quantos terão carteira. Mas não temos do que nos queixar, teremos sempre Carcavelos.
Guernica em 3D
quinta-feira, 12 de junho de 2008 by ocondutor |
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Ora aqui está algo que não se vê muitas vezes: uma pintura a 3 dimensões. E ainda por cima esta pintura.
Já agora vão até aqui para saber mais qualquer coisinha sobre o projecto e perceber como se parte dum puzzle e se chega aqui. O que também não é mal pensado é ir em busca da mente por detrás de tudo isto e, quem sabe, escrever-lhe uma mensagem utilizando o sistema de escrita mais criativo que já até hoje... Eu quero um editor de texto destes!
Já agora vão até aqui para saber mais qualquer coisinha sobre o projecto e perceber como se parte dum puzzle e se chega aqui. O que também não é mal pensado é ir em busca da mente por detrás de tudo isto e, quem sabe, escrever-lhe uma mensagem utilizando o sistema de escrita mais criativo que já até hoje... Eu quero um editor de texto destes!
Estaremos loucos ou a caminho da loucura?
quarta-feira, 11 de junho de 2008 by ocondutor |
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Hoje ouvi comentários espectaculares como: "isto é preciso é que haja aqui uma confusão das grandes com mortos e feridos". Outra ainda atirava: "isto era mas é espetar um tiro na cabeça dos políticos que se sentam na assembleia da república". A histeria colectiva é realmente uma coisa impossível de controlar.
Outra boa história era a da mulher que, numa bomba de gasolina, levantou as saias para poder subir um carro e defender a posição para abastecer. Houve mesmo quem visse partes do corpo que costumam ficar escondidas em público.
Passei o dia todo a pensar que estava tudo louco. Uns porque acham que a gasolina pode não chegar e vai de encher depósito de todos os carros parados na garagem e mais uns quantos jerricans não vá o diabo tecê-las. Depois a suposta ideia de que a comida está a desaparecer das prateleiras, por isso, vamos todos correr para gastar o resto do ordenado não vá a comida não chegar.
Com mais calma e ao passar os olhos pelos noticiários, cheguei à conclusão que houve muita gente à rasca para abastecer e mesmo cidades à rasca, mas que felizmente a comida ainda está nas prateleiras com maior dificuldade para os frescos que chegam todos os dias. Ultimamente só devem ter chegado os que conseguiram escapar ao bloqueio. E também me chocou ver o leite, que encareceu por ser escasso no mercado, ser deitado para o chão...
Finalmente cheguei à conclusão que se não deu para perceber, está na hora de meter na cabeça que, a simpatia pela causa dos camionistas, tem de acabar. É que mais um dia ou dois e andamos todos à porrada para ter o que comer. Já nem se trata de não ter gasolina para acelerar, mas não ter transportes para ir trabalhar ou não ter comida para pôr na mesa. E, por muita razão que possa existir, um país não pode chegar ao estado que chegou hoje. O Governo levou a coisa longe demais.
Mas percebe-se que não se pode dar a ideia que é fácil fazer o Estado ceder. Há que colocar alguma água na fervura. O Governo fez aquilo que qualquer pessoa com cabeça sabia que ia fazer, chegar a acordo. Mesmo assim não cedeu quanto aos benefícios no preço do Gasóleo, o que, para quem não está a ver, faz sentido. Hoje o preço do petróleo subiu mais 6 dólares nos Estados Unidos. E é capaz de ainda continuar a subir. E se hoje o Governo beneficia os camionistas no preço, amanhã vai ter de ceder mais e é impossível prever quando é que esta escalada vai acabar.
O que me preocupa ainda mais, é imaginar que a coisa pode depender do que um grupo de pessoas que eu não sei quem são nem o que pensam vão decidir. E não sei, por isso, se a coisa amanhã acalma ou fica ainda pior?
É que, mal ou bem, os políticos sabemos quem são, o que pensam e que, por muito que nos surpreendam, sabemos até onde podem chegar.
Agora não sabemos quem é que está a tratar de "paralizar" o país (apetecia-me meter mais aspas) nem tão pouco que outra loucuras teremos de somar a um atropelamento, camiões apedrejados, incendiados e obrigados a parar com comida lá dentro que fica a apodrecer e as pessoas à "pancada no supermercado".
Vamos lá ter bom senso. O Governo já cedeu, nalguma coisa. Ou estou mesmo a ver que se acaba o nacional porreirismo e a polícia vai ter mesmo de cerrar os dentes e tomar conta do país. É que há coisas que são mais importantes que outras.
Não deixa de ser também preocupante perceber o quanto depende de pequenas formiguinhas a sociedade para funcionar.
Outra boa história era a da mulher que, numa bomba de gasolina, levantou as saias para poder subir um carro e defender a posição para abastecer. Houve mesmo quem visse partes do corpo que costumam ficar escondidas em público.
Passei o dia todo a pensar que estava tudo louco. Uns porque acham que a gasolina pode não chegar e vai de encher depósito de todos os carros parados na garagem e mais uns quantos jerricans não vá o diabo tecê-las. Depois a suposta ideia de que a comida está a desaparecer das prateleiras, por isso, vamos todos correr para gastar o resto do ordenado não vá a comida não chegar.
Com mais calma e ao passar os olhos pelos noticiários, cheguei à conclusão que houve muita gente à rasca para abastecer e mesmo cidades à rasca, mas que felizmente a comida ainda está nas prateleiras com maior dificuldade para os frescos que chegam todos os dias. Ultimamente só devem ter chegado os que conseguiram escapar ao bloqueio. E também me chocou ver o leite, que encareceu por ser escasso no mercado, ser deitado para o chão...
Finalmente cheguei à conclusão que se não deu para perceber, está na hora de meter na cabeça que, a simpatia pela causa dos camionistas, tem de acabar. É que mais um dia ou dois e andamos todos à porrada para ter o que comer. Já nem se trata de não ter gasolina para acelerar, mas não ter transportes para ir trabalhar ou não ter comida para pôr na mesa. E, por muita razão que possa existir, um país não pode chegar ao estado que chegou hoje. O Governo levou a coisa longe demais.
Mas percebe-se que não se pode dar a ideia que é fácil fazer o Estado ceder. Há que colocar alguma água na fervura. O Governo fez aquilo que qualquer pessoa com cabeça sabia que ia fazer, chegar a acordo. Mesmo assim não cedeu quanto aos benefícios no preço do Gasóleo, o que, para quem não está a ver, faz sentido. Hoje o preço do petróleo subiu mais 6 dólares nos Estados Unidos. E é capaz de ainda continuar a subir. E se hoje o Governo beneficia os camionistas no preço, amanhã vai ter de ceder mais e é impossível prever quando é que esta escalada vai acabar.
O que me preocupa ainda mais, é imaginar que a coisa pode depender do que um grupo de pessoas que eu não sei quem são nem o que pensam vão decidir. E não sei, por isso, se a coisa amanhã acalma ou fica ainda pior?
É que, mal ou bem, os políticos sabemos quem são, o que pensam e que, por muito que nos surpreendam, sabemos até onde podem chegar.
Agora não sabemos quem é que está a tratar de "paralizar" o país (apetecia-me meter mais aspas) nem tão pouco que outra loucuras teremos de somar a um atropelamento, camiões apedrejados, incendiados e obrigados a parar com comida lá dentro que fica a apodrecer e as pessoas à "pancada no supermercado".
Vamos lá ter bom senso. O Governo já cedeu, nalguma coisa. Ou estou mesmo a ver que se acaba o nacional porreirismo e a polícia vai ter mesmo de cerrar os dentes e tomar conta do país. É que há coisas que são mais importantes que outras.
Não deixa de ser também preocupante perceber o quanto depende de pequenas formiguinhas a sociedade para funcionar.
Dia do quê...?
terça-feira, 10 de junho de 2008 by ocondutor |
1 comentários
Já não aparecia por aqui há uns dias, bem sei que pouco interessa a justificação, mas digamos que me tenho andado a esforçar por mostrar ao Sr Francisco Moita Flores que mesmo tendo um blogue sou uma pessoa pouco solitária e que me tenho "repartido" sem limites e afirmado por aí com os meus amigos . Para quem não sabe do que estou a falar espreitem-no aqui neste
espaço amigo e descubram como se pode ser comentador em debates dizendo generalidades... ou então como parece que todos estes anos depois ainda há quem ache que isto da "net" é uma coisa estranha...
Estranha é também a ideia de que hoje se celebra o "dia da raça"... Sr Presidente da República Aníbal Cavaco Silva dixit. A frase completa foi: “Hoje eu tenho que sublinhar, acima de tudo, a raça, o dia da raça, o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas”. Se bem me lembro não é bem isto que está escrito no calendário das efemérides. Quer dizer, talvez alguns que se manifestaram há uns tempos no Martim Moniz e outros que andam sempre a dizer que antigamente é que era e fazia falta um novo salazar, tenham essa ideia na cabeça mas felizmente não todos.
Ainda bem que tudo não passa duma "gaffe", afinal uma coisa sem a menor importância, e o termo foi prontamente impresso ao lado da frase para que não houvessem dúvidas. E vistas as imagens, uma tentativa de escapar à incomoda questão dos protestos dos camionistas. Valha-nos isso! Quem é que pressionado não falha...
Uma noite volvida e tudo volta à normalidade: clama-se pelo universalismo português e pede-se a ajuda dos imigrantes portugueses e luso-descendentes (a raça aqui não importa).
Ufa! Foi tudo passageiro. Afinal está tudo bem.
Então e os medalhados? Concordam com os vencedores, quem eram os nomeados? Pensem nisto!
espaço amigo e descubram como se pode ser comentador em debates dizendo generalidades... ou então como parece que todos estes anos depois ainda há quem ache que isto da "net" é uma coisa estranha...
Estranha é também a ideia de que hoje se celebra o "dia da raça"... Sr Presidente da República Aníbal Cavaco Silva dixit. A frase completa foi: “Hoje eu tenho que sublinhar, acima de tudo, a raça, o dia da raça, o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas”. Se bem me lembro não é bem isto que está escrito no calendário das efemérides. Quer dizer, talvez alguns que se manifestaram há uns tempos no Martim Moniz e outros que andam sempre a dizer que antigamente é que era e fazia falta um novo salazar, tenham essa ideia na cabeça mas felizmente não todos.
Ainda bem que tudo não passa duma "gaffe", afinal uma coisa sem a menor importância, e o termo foi prontamente impresso ao lado da frase para que não houvessem dúvidas. E vistas as imagens, uma tentativa de escapar à incomoda questão dos protestos dos camionistas. Valha-nos isso! Quem é que pressionado não falha...
Uma noite volvida e tudo volta à normalidade: clama-se pelo universalismo português e pede-se a ajuda dos imigrantes portugueses e luso-descendentes (a raça aqui não importa).
Ufa! Foi tudo passageiro. Afinal está tudo bem.
Então e os medalhados? Concordam com os vencedores, quem eram os nomeados? Pensem nisto!
A Apple dos presuntos...
segunda-feira, 2 de junho de 2008 by ocondutor |
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Mas o que é isto, um novo produto da Apple? Os senhores da maça passaram-se a agora vendem... presuntos...?
Nem pouco mais ou menos (adoro esta expressão), tudo não passa dum belo exemplo de comunicação e que prova que as mesmas estratégias podem ser aplicadas para diferentes produtos e campanhas promocionais. Ou, neste caso, uma cópia bem feita de algo bem nosso conhecido e que com a dose de humor que salta à vista nos prova que se houvesse mais fairplay podíamos caminhar para as coisas mais inesperadas em termos comunicacionais. Não sou nenhum expert nestas coisas, mas como gosto duma boa gargalhada achei genial. Já agora agradeço a dica a quem de direito.
O mérito é todo da Shackleton, empresa de comunicação espanhola - e porque é que isso não me admira nada - autora de muito bons trabalhos para empresas espanholas incluindo a Telefónica Movistar, que decidiu criar uma marca totalmente nova e absolutamente fictícia, a "iHam", e imitar na perfeição a estratégia de comunicação duma empresa que tem tanto a ver com o mundo da charcutaria como um porco do mundo da natação sincronizada.
A ideia é simples, uma linha de produtos comestíveis: o iJam 5Js, um presunto de ar bem apetitoso e vendido numa caixa ultra sóbria e moderna, o iLoin um maravilhoso chouriço de dimensões avantajadas (23'' garantem), o iChis queijo redondo e de design maravilhoso, o iFua que me parece ser uma espécie de patê e, para mim a jóia da coroa, o iHam nano tão bom como o grande mas já fatiadinho e pronto a consumir. Alguém tem dúvidas que iam vender tanto como os produtos informáticos que lhe emprestaram a imagem? Eu não!
Mas os requintes desta recriação vão mais longe e foram criados também uma linha de periféricos indispensáveis para quem quer viver ao estilo iHam: desde logo a iKnife que nos deixa de boca aberta pelo corte maravilhoso, mas também as iHand, iClean, iCocktail Stick e, até, iBread porque já se sabe que o presunto sem pão não é a mesma coisa. Enfim, um convite para explorarem bem explorado este www.ijam.es.
E se pensam que a coisa se fica por aqui, enganam-se. Maravilhem-se lá com este fabuloso Guided Tour que nos explica bem ao estilo Apple as maravilhas deste fabuloso presunto que, vistas bem as coisas, se arriscaria a ser o líder de mercado.
Nem pouco mais ou menos (adoro esta expressão), tudo não passa dum belo exemplo de comunicação e que prova que as mesmas estratégias podem ser aplicadas para diferentes produtos e campanhas promocionais. Ou, neste caso, uma cópia bem feita de algo bem nosso conhecido e que com a dose de humor que salta à vista nos prova que se houvesse mais fairplay podíamos caminhar para as coisas mais inesperadas em termos comunicacionais. Não sou nenhum expert nestas coisas, mas como gosto duma boa gargalhada achei genial. Já agora agradeço a dica a quem de direito.
O mérito é todo da Shackleton, empresa de comunicação espanhola - e porque é que isso não me admira nada - autora de muito bons trabalhos para empresas espanholas incluindo a Telefónica Movistar, que decidiu criar uma marca totalmente nova e absolutamente fictícia, a "iHam", e imitar na perfeição a estratégia de comunicação duma empresa que tem tanto a ver com o mundo da charcutaria como um porco do mundo da natação sincronizada.
A ideia é simples, uma linha de produtos comestíveis: o iJam 5Js, um presunto de ar bem apetitoso e vendido numa caixa ultra sóbria e moderna, o iLoin um maravilhoso chouriço de dimensões avantajadas (23'' garantem), o iChis queijo redondo e de design maravilhoso, o iFua que me parece ser uma espécie de patê e, para mim a jóia da coroa, o iHam nano tão bom como o grande mas já fatiadinho e pronto a consumir. Alguém tem dúvidas que iam vender tanto como os produtos informáticos que lhe emprestaram a imagem? Eu não!
Mas os requintes desta recriação vão mais longe e foram criados também uma linha de periféricos indispensáveis para quem quer viver ao estilo iHam: desde logo a iKnife que nos deixa de boca aberta pelo corte maravilhoso, mas também as iHand, iClean, iCocktail Stick e, até, iBread porque já se sabe que o presunto sem pão não é a mesma coisa. Enfim, um convite para explorarem bem explorado este www.ijam.es.
E se pensam que a coisa se fica por aqui, enganam-se. Maravilhem-se lá com este fabuloso Guided Tour que nos explica bem ao estilo Apple as maravilhas deste fabuloso presunto que, vistas bem as coisas, se arriscaria a ser o líder de mercado.
Ah, digam lá que já vos tinha passado pela cabeça que um presunto pudesse ter tecnologia wireless, de "posso levá-lo para o quarto", ou Cut&Play de "corto-o e como"?
A fechar e para os mais hardcore há um manual que nos ensina entre outras coisas como devemos utilizar correctamente a tecnologia Cut&Play e que quando por um acaso o nosso iJam aparentar ser um presunto mas tiver uma cor e sabor ligeiramente diferentes pode ser que alguém, distraidamente, tenha trocado o iJam original por uma imitação. Nesse caso, para resolver a questão é só chamar o nosso cunhado.
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