Atropelei o Calimero

I've been Don Draped

segunda-feira, 30 de novembro de 2009 by ocondutor | 2 comentários
Já não é novidade para ninguém, sobretudo para quem acompanhou este e até este destaques aqui do amigo, que sou um dos fanáticos da série Mad Men. Eu e metade do mundo dirão alguns, tal a quantidade de prémios que estas aventuras dos loucos ad men da fictícia Sterlin Cooper têm coleccionado.

Pois que serve o presente para vos comunicar que não houve tamiflu, anti-gripe, aspirina, o que imaginarem que me fizesse recuar o vírus da série que me voltou a afectar em grande. Devorei num fim-de-semana os 13 episódios da 3ª temporada que andava a guardar para ver assim, em estilo maratona, apenas com pausas estratégicas para umas horinhas de sono ou uma comidinha reconfortante.

O conta-me como foi dos publicitários de Madison Avenue está melhor com o tempo, a terceira temporada começa num tom morno e vai crescendo, crescendo, a ponto de terminar de forma absolutamente inesperada e com injecções de: onde é que está a 4ª temporada, onde é que está? É impossível chegar ao fim dos 13 rebuçados desta temporada e não querer adormecer e acordar apenas na véspera da estreia do primeiro da próxima.
É impossível não começar por odiar certas personagens para as amar no final. É impossível não querer, nem um bocadinho, pescar daquele ambiente de sucesso em que o mundo é salvo em cima da finish line graças aos rasgos de génio. É impossível nem que seja por um bocadinho querer ter um lado de Don Draper e ver o mundo de um ponto de vista superior. Admito: I've been Don Draped.

P.S. Para quem ainda não apanhou o vírus e quer, sintonize a RTP2 às sextas-feiras que já vai na 2ª temporada ou dê um saltinho ao site oficial cheio de conteúdos exclusivos, ou até o Facebook ou o Twitter. Os mesmo fanáticos, porque só assim chegarão tão longe no texto, devem seguir directo para MadMenYourself e colocar-se a si próprio no interior da série, não é novo, mas é divertido.


séries, tv
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Flores especiais by Toyota

domingo, 29 de novembro de 2009 by ocondutor | 0 comentários
Se produzir um carro híbrido, o Prius, não é suficiente para "cuidar" da natureza, mude-se a natureza e ela cuidará de si própria contra o nosso mau comportamento. Deve ter sido este o pensamento da Toyota quando decidiu avançar para a criação de duas novas espécies de flores que decidiu espalhar pelas suas fábricas no Japão.

As Gardénias e Sálvias geneticamente modificadas, que até têm direito a entrada na Wikipedia, são a resposta às criticas de que a produção do Prius gera mais gases nocivos do que a produção dos carros "normais", uma critica que mancha a imagem de carro ecologicamente responsável que a Toyota e o mundo fizeram criar à volta do dito carro. O que estas flores têm de especial é que umas, as Sálvias, absorvem os gases nocivos enquanto que as outras, as Gardénias, libertam vapor de água fazendo baixar a temperatura e a necessidade de arrefecer a fábrica com recurso aos ares condicionados. E assim fica resolvido o problema e a natureza agradece.

Claro que a Toyota também poderia simplesmente gastar rodos de dinheiro para explicar que aquilo que a fábrica produz a mais, os carros produzem a menos na estrada. Só que isso não seria a solução perfeita, nem conseguia "matar" de vez o problema. Afinal, nenhuma empresa moderna quer deixar de agitar, para cliente ver, a bandeira da preocupação ambiental, especialmente uma empresa que vive às custas de máquinas altamente nocivas para o planeta. Depois, há o problema dos fãs proprietários de um destes veículos que escolheram "colar-se" à imagem de ambientalmente preocupados e que querem manter essa imagem imaculada. Uma imagem que merece ser exibida e defendida com unhas e dentes. Até em Portugal há uma comunidade de orgulhosos detentores do tão saudável carro, dêem lá um saltinho. Está tudo em http://prius-pt.com.

Algures no meio deste extenso lençol de texto, lembrei-me duma história que tive de ler ainda na escola primária e que falava duma cidade com máquinas que substituíam as árvores na absorção de CO2 e libertação de O2. A julgar por este exemplo não estamos muito longe desses tempos. Verdade seja dita, é a segunda vez que a Toyota investe em flores para ajudar a promover a maravilha que o seu Prius é para a natureza, vejam lá se não é também uma boa ideia.

tec, vida
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O que se passa com as pessoas e os gatinhos

sexta-feira, 27 de novembro de 2009 by ocondutor | 0 comentários

Eu até já tinha suores frios só de imaginar o dia em que isto me ia acontecer, o dia em que alguém julgaria interessante vitimar a minha caixa de e-mail com o vírus dos animaizinhos que riem de piadinhas ... E pior, eu sabia que isso me seria vendido como uma forma animada de começar a manhã. Todos os dias eu rezei para que este dia não chegasse, mais até do que contra o vírus H1N1 que já anda aqui a rondar e chegou ali à sala ao lado, mas isso são outros quinhentos... Esse dia foi hoje.

Não consigo continuar sem pedir umas desculpas do tamanho do mundo só por vos ter exposto ao conteúdo radioactivo em cima, era necessário para terem ideia do que se trata. Está na cara que só pode ter sido uma cabeça feminina a produzir semelhante coisa fofinha, o que a denunciou, contudo, foram os ah ah ah coloridos... Eu poupei-vos a isso, mas era um gif daqueles animados em que o animal peludinho de 4 patas mete a língua de fora e abre e fecha os olhos. Desde essa altura, como se prova por este texto que era suposto ser humorado e não tem graça nenhuma, o dia está-me a correr benzoca - not.


bizarrices
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Ainda a propósito de Michael Moore

quinta-feira, 26 de novembro de 2009 by ocondutor | 0 comentários
Acabo de o ler a dizer isto:
Da mesma forma que não devo recusar o cristianismo, apesar de alguns extremistas terem convertido Cristo numa criatura odiosa, também não poderei negar o socialismo por ter sido usado e abusado em diversos países apenas para justificar o poder absoluto. Coitado do Marx, ele deve estar envergonhado do uso que deram ao nome dele... A grande questão é esta: por que razão ficará alguém com nove fatias do bolo enquanto os outros dividem apenas uma? Poderá a decência humana aceitar que é a atitude correcta?
Eu cá não sou de intrigas, mas não terá o senhor alguma razão?

política, vida
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Pirelli Calendar 2010

by ocondutor | 0 comentários
Isto a malta dos pneus é que a sabe toda. Ano após ano lá vão convertendo em realidade as suas próprias fantasias de profissionais das artes da oficina, conseguindo disfarçar e vender a coisa à laia de acontecimento social/fashion. Eu aplaudo de pé - não me interpretem mal... Confesso que é até com uma pontinha de inveja que digo isto: não é qualquer um que pode ser alarve parecendo um respeitável apreciador - assim como quem cobiça um bom vinho. Poça, isto está-me a sair com um puritanismo... mudemos de registo:


Obrigado meus senhores, e senhor de patilhas grandes, bigodaça, óculos e tatuagem (tu ainda sabes mais do que os demais) - sois grandes! Fazeis muito pela decoração e embelezamento das garagens deste nosso mundo. Bem sei que na maior parte delas figuram imitações com senhoras de mamas gigantes fotografadas, por ventura, com objectivas menos evoluídas, menos maquilhadas e em locais menos exóticos. Mas é subindo a fasquia que se chega mais longe.

Agora esta ideia de ter as meninas junto da natureza, aqui e a ali a afagarem animaizinhos e a banharem-se em leite de coco é: priceless. Querem vê-las todas querem? Tomem!

arte, geek
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Moore says Rebellion

quarta-feira, 25 de novembro de 2009 by ocondutor | 0 comentários
Capitalismo: uma história de amor oferece-nos, de novo, Michael Moore a fazer o que ele faz melhor: apontar o dedo. E que dedo, quando este senhor de peso se faz anunciar à porta dos big sharks pode haver uma hesitação de segundos, mas assim que se percebe que é o senhor Michael Moore... é seguranças, desligar o telefone, bocas, aquelas coisas. Ele também anda sempre a pedi-las: ele é entrar pelos edificios adentro para fazer detenções em nome do povo, ele é perguntas incomodas e, spoiler alert, envolver a bolsa com o aviso: crime scene do not cross.

Percebi, entre um comentário ou outro, que o suposto amor pode facilmente ser confundido com uma história de ódio. Comentários como faccioso, exagerado... Pois sim, desde quando é que o trabalho deste senhor deixou de ser a) polémico, b) protesto, c) opinativo? A verdade é que só tem de nos fazer pensar na forma como funciona este mundinho onde vivemos e não adianta achar que é só nos States, ou que a ideia de mundo justo é, justamente, uma ideia de criança... Também não se deixem influenciar negativamente pela doutrina cristã vertida na narrativa, não há mal nenhum nos valores do cristianismo e, se não acreditam neles, vejam pelo menos o lado prático do mundo justo.

Ao fim e ao cabo, vão ver porque vale bem a pena e revoltem-se. Ai Mr. Moore, o que foste fazer... pedir às gentes que façam qualquer coisa.

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A Sweet Temper Trap Disposition

terça-feira, 24 de novembro de 2009 by ocondutor | 0 comentários

Já não sou só eu a dizer bem desta alegria auditiva saída de terras quentes australianas. Ainda no outro dia alguém insuspeito classificava nas manhãs da emissora jovem nacional que esta era a malha do momento. Não vou a tanto, mas a verdade é que ainda não me cansei de a ouvir, mesmo agora que invadiu as ditas manhãs tipo tsunami... E não é de ontem que os meus ouvidinhos estão em ebulição com a descoberta, embora na altura estivesse mais a falar do filme (entretanto descobri que depois de ter tido, a fita já não tem data de estreia aqui na tugalândia - raios...)

Voltando aos meninos The Temper Trap e esta sua disposição doce que dispõe bem e lhes tem servido de cartão de visitas um pouco pelo mundo fora, digo-vos, muito sinceramente que
merecem ser ouvidos. Não vão é com muita cede ao pote sob risco de algum vício posterior, em especial, para quem gostar da voz do rapazinho cantor, logo na primeira faixa e depois na faixa 6 que até já deu para vídeo e tudo. Saltem aqui e aqui para ouvir uma coisa ou outra e preparem-se para um Natal bem mais sweet. O dos quatro rapazes vai ser de certeza porque será passado um pouco por toda a Europa.

música
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Com que então é assim...

by ocondutor | 0 comentários
...que se monta um carro.



Babei em frente à tv no dia em que apanhei o anúncio de relance, ou não fosse a Audi o meu life achievement em termos de carros e não tem o super slow R8... Parece que o anúncio já anda por aí há algum tempos, mas eu, como honrado distraído que sou, ainda não tinha tido a honra.

Outra coisa boa deste anúncio e deste post foi compensar uma distracção ainda mais grave: a marca celebrou este ano o seu centenário. A propósito disso recomenda-se um saltinho aqui para assistir à celebração e recordar alguns dos modelos mais míticos como um certo quattro que, mais de vinte anos depois, ainda impõe respeito.

tv
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Ai Jasus co Benfica já não ganha esta

domingo, 22 de novembro de 2009 by ocondutor | 0 comentários
imagem: roubada daqui, que me desculpem

Antes de virem por aí com ideias, quero-vos só dizer que não me envolvi emocionalmente na derrota com o Guimarães para a taça. Tudo porque não me envolvi emocionalmente no jogo. Uma coisa levou à outra e a outra levou à coisa (que grande parvoíce, mas como quem manda aqui sou eu, recuso-me a apagar. Pelo menos isto não é o Último Passageiro da RTP e vos estou a impingir estadias em pousadas. Ainda sou do tempo em que se ia a concursos ganhar prémios).

Sendo assim, está tudo normal, para não dizer está tudo bem - frase que tenho lido em vários blogues e, sendo assim, apetece-me ser diferente.

bizarrices, sport
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New York, I Love You

sábado, 21 de novembro de 2009 by ocondutor | 0 comentários

Quantas boas histórias podem caber dentro dum filme, quantos bons actores, quantos realizadores, quantos amores, quantos sorrisos... Não é inédita a ideia de misturar realizadores e curtas num filme só, mas quando é bem usada resulta em fitas como esta - muito mais do que só entretenimento. Uma palavrinha especial para a sempre muito amada, pela minha pessoa, Natalie Portman que assume a realização de um segmento do filme e para a menina Rachel Bilson que merece mesmo que reparem nela.

Já andava a dever estes bons momentos a mim mesmo há umas semanas, ainda bem que foi hoje.

cine
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Where am I?

quarta-feira, 18 de novembro de 2009 by ocondutor | 2 comentários
Às vezes, não acontece muito, penso nas porcarias e olho para a minha vidinha. No seguimento dessa suposta análise, acabo por matar a questão atribuindo as culpas seja ao que for. Mas desta vez não adianta! Por mais que tente não consigo, por mais que pense numa desculpa, numa saída, numa desculpa, o resultado é sempre o mesmo: zero! Ainda podia fazer como os habitantes de South Park e gritar: Blame Canada, blame Canada!

A tendência seguinte é pensar na vida dos outros e refugiar-me na ideia de desgraçadinho e de pensar que os outros nem sabe como é... estar aqui... deste lado. E achar que do lado de lá é que se está bem. Pois sim, grande cromo. Nem penses que é assim que te safas, seu... Calimero!

P.S. Até tenho, meia dúzia de coisas mais interessantes para vos falar, mas a verdade é que não consigo sair da auto-flagelação.

vida
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Honey vs You Are My High

domingo, 15 de novembro de 2009 by ocondutor | 4 comentários
Por mais vezes que vejas estes dois vídeos vezes e vezes sem conta, não me consigo decidir sobre qual deles me inspira mais. O certo é que, quer com o exemplo de um, quer com o exemplo do outro vos desejo muito simplesmente: Boa Noite!




música
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2012

quinta-feira, 12 de novembro de 2009 by ocondutor | 0 comentários
Vi o fim do mundo, e não gostei nada... Pronto, ainda me ri de meia dúzia de parvoíces e, se formos ver a fita do ponto de vista cómico, posso dizer que este filme tem aí uma certa piada. Mas é triste ver um filme que gastou tanto em efeitos especiais e que se esqueceu de arranjar um argumento um pouco mais sólido e uns actores assim mais convincentes, com destaque para o presidente dos Estados Unidos menos convincente que já vi - Danny Glover, coitadinho. John Cusack é dos poucos que se safa. Ele e um tresloucado Woody Harrelson.

Sem vos querer estragar o visionamento de mais uma forma encontrada por Roland Emmerich para destruir o mundo - já o tentou fazer duas vezes com Independence Day e The Day After Tomorrow - digo apenas que
Portugal pouco pesa no futuro da humanidade, a não ser com a excepção do nome Cabo da Boa Esperança; se não fossem os chineses estávamos bem fodidos e uma criança deixou de precisar de fraldas por fazer chichi durante a noite. Depois digam-me se acham o mesmo...

P.S. O resto da mitologia que vai buscar inspiração ao calendário Maia não carece de explicação. O filme faz isso muito bem com uma animação ao bom estilo flash, daquelas que se encontra na internet com recortes e brincadeiras.


cine
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De súbito...

domingo, 8 de novembro de 2009 by ocondutor | 3 comentários
...o meu pensamento trouxe-me até aqui. Desta é que eu não estava à espera. Também poderia, o conteúdo mantinha-se, ter vindo parar aqui.


música, vida
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Doce despertar

quinta-feira, 5 de novembro de 2009 by ocondutor | 0 comentários
Vocês não sabem, porque eu nunca vos disse, mas andam uns senhores na casa ao lado a partir paredes há coisa de dois meses. Tenho feito a minha lide matinal ao som de belas sinfonias de marretada sincronizada, marretada individual, marretada a dois tempos, marretada a quatro tempos (como já deu para entender não percebo um boi de compassos musicais e fugiu-me a boca para uma analogia associada às motas). De vez em quando a sinfonia transfere-se para sonoridades plugged in à laia de martelos pneumáticos.

Por esta altura, pensava eu, já não havia mais parede para picar, mais roço para abrir, mais móvel para segurar, enganei-me... Hoje viraram-se para a única parede que ainda estava imaculada, aposto que vão adivinhar qual. Isso mesmo, a que fica do lado de lá do meu quarto. Essa toda, a encontada à cama. Ora nem mais, a colada mesmo à minha orelha direita. Obrigado por este doce despertar, amanhã novamente às 8h30 se ainda tiverem parede. Um grande bem haja, senhores.

bizarrices, vida
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E isto é o quê?

by ocondutor | 0 comentários
Um apelo a um movimento solidário? Um USA for funcionários públicos que trabalha de 2ª a 6ª feira das 9h às 12h30 e das 14h às 17h30 com direito a chá e café com carinho feito por senhoras para eles? Gosto da métrica "somos funcionários públicos da autarquia", mesmo à justa. É muita pressão, trabalham todo o dia (como se vê pelo horário), são obrigados a poupar nas canetas e envelopes, e ainda ganham pouco. Uma verdadeira lista de reivindicações e informação ao povo que agora sempre que se esquecer do horário é só pensar na música.

Um claro candidato ao Laboratolarilolela, pena que tenha acabado... Obrigado ao 5dias.net/ pela dica



bizarrices
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E se algum dia vos mandarem para aqui..

by ocondutor | 0 comentários


...lembrem-se que só vão se quiserem. Ainda assim, uma página útil para aquelas situações difíceis.

bizarrices, net
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Pop the question thing...

quarta-feira, 4 de novembro de 2009 by ocondutor | 6 comentários
Alguém me há-de explicar que raio de reacção química/emocional/o que seja obriga as mulheres a derreterem-se todas com a cena de serem pedidas em casamento de joelhos, depois da sobremesa e com uma encenação qualquer feita em público. E porque é que o estado de derretimento é tanto que a descrição termina sempre num sim lavado em lágrimas?

Será que é um derivado duma qualquer imagem de humilhação/engrandecimento do género: sou tão especial que este tipo até se curva perante mim quase sucumbindo ao desejo/desespero de me ter com ele para todo o sempre. A verdade é que a história nem tem de ter acontecido com elas, basta que seja com uma amiga, uma conhecida da amiga, uma pessoa com quem se cruzam no barco da Transtejo para servir de pico animado de conversa, de preferência atirado para cima de interlocutores homens. Só lhes falta terminar a conversa com um «tás a ver!? E tu nem um ramo de rosas me ofereces...» Toda e qualquer mulher deveria meter na cabeça que um gajo que se põe de joelhos para as pedir em casamento é porque está preocupado com a possibilidade de não ter outra hipótese de futuro... É garantir o investimento ou, do outro lado, o abismo.

Entretanto, alguém me alertou para a culpa das histórias de amor perfeitas dos romances de cordel, dos filmes de Domingo à tarde, dos livrinhos coloridos com histórias de fadas e princesas e cavaleiros que todos lived happily ever after... Folheassem menos livrinhos e dedicassem mais tempo na infância a apanhar grilos e fazer covinhas para jogar à carica e nada disto acontecia.

Se querem que vos diga, a verdade é uma e só uma, elas choram de cada vez que vêem um doido qualquer dar-se a esse desplante porque, tendo em conta todos esses anos de preparação genética e mental para a coisa, simplesmente percebem: E agora!? Tou entalada, foda-se... Eu não posso dizer que não a isto... Ainda por cima está o restaurante todo a olhar, os empregados já têm a rolha do champanhe pronta para o "pop", o quarteto de violinos já está impaciente... Nunca mais vou poder olhar directamente na cara duma outra mulher e dizer-lhe que a traí, que traí o nirvana do sonho feminino, foda-se... Dá ou não dá vontade de chorar?

bizarrices, vida
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Federer de volta ao Estoril Open

segunda-feira, 2 de novembro de 2009 by ocondutor | 2 comentários
O Vista Alegre de que Federer tanto gosta

Mas que boa notícia, afinal não é todos os dias que o número 1 do Ranking ATP vem a um torneio português bater umas bolas. É sabido que o senhor Suíço precisa de comer muita açorda no que toca a pisos de terra batida, gosta mais deles rápidos, por isso vem cá preparar o jogo para Roland Garros. Não faz mal, tenho a certeza que só para ganhar ao líder o resto da malta vai dar o litro.

Sabem quem é que eu acho que gostava de cá vir bater umas bolas pró ano, isto assim no sonho que estou a ter neste momento, o Davydenko
. Mas sem desistir porque o jogo até estava a correr bem. Era uma forma de se vingar depois de ter dado o caneco ao Suíço de mão beijada. Era o Russo ou o Djokovic porque gosto muito do miúdo. O Nadal? Esse também podia vir, é o número 2, mas não fazia grande questão, não gostei muito do último jogo que vi dele.

sport
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PÚBLICO "Um Novo Começo"

domingo, 1 de novembro de 2009 by ocondutor | 0 comentários

Quando há 16 anos, fazendo assim as contas por alto, comecei a estudar comunicação e jornalismo, tive o privilégio de ver uma espécie de documentário onde se relatavam todas as etapas de como era fazer um jornal: desde a reunião de redacção à impressão. Naquela altura, eu era um aluno do ensino secundário, o narrador do "documentário" era José Manuel Fernandes jornalista, só mais tarde viria ser director, e, como já adivinharam, o jornal era o PÚBLICO.

Ouvir falar em coisas como livro de estilo, investigação, isenção, independência, opinião, para um adolescente que só tinha interiorizada uma coisa chamada pirâmide invertida, soou a novidade, a mistério, a fascínio. Durante muito tempo pensava que ia ser jornalista de imprensa escrita e que, com um grande golpe de sorte, me iria sentar naquela redacção - o que para um aldeão minhoto como eu, seria uma meta bastante longínqua (mal eu sabia que, um dia, ia ter à minha frente numa sala de aulas o mesmo José Manuel Fernandes já como director do jornal, mas isso é outra conversa...) Comprar o PÚBLICO passou a ser, desde esse dia, o materializar de tudo isto. A curiosidade e o crescimento fez com que tivesse a fase de comprar outros jornais, com destaque para a fase de escolher conforme a capa. Não fui, não sou, cada vez estou pior, um leitor fiel do PÚBLICO. Mas estive sempre atento, segui com interesse as mudanças, as polémicas também, muito mais do que segui esses mesmos acontecimentos noutros jornais.

O PÚBLICO tem ainda outro mérito, o de estar lá, na internet, antes de toda a gente e de sempre ter valorizado a informação que dava aos leitores que lá o procuravam. E isto, numa altura em que pouco ou nada se via na internet o principal difusor de informação. Bem sabemos como hoje tudo é diferente, muitas vezes quando a noticia chega aos noticiários já a comunidade a discutiu e debateu, e muito mais desactualizada fica quando nos chega no jornal do dia seguinte.

Os jornais, principalmente os que querem ser referência para o público, têm hoje uma missão complicada que os obriga a trabalhar o dobro, a procurar a novidade, a investigar, a procurar novos ângulos, novas formas, e, porque não, novos discursos. Os leitores já não estão iguais. A concorrência já não são só os outros jornais ou a imprensa mais imediata tradicional. A concorrência são os jornais estrangeiros, são os blogues, são o Facebook e o Twitter - sim, as redes sociais também difundem informação, por muito que isso não entre na cabeça de certos senhores que opinam muito sobre o tema em jornais e no seu próprio blogue - e são a rede de amigos virtuais e de jornalistas que estão ali do outro lado da mensagem que escrevem e do conhecimento que partilham.

Tanta conversa para dizer que é com interesse redobrado que assisto a "Um Novo Começo", porque é assim assumido pelo próprio PÚBLICO e pela nova direcção editorial. Ainda por cima depois de me ter entusiasmado com o novíssimo e moderno i que, para mim, ocupa já um espaço importante na lista de títulos da imprensa nacional. Ter uma mulher como directora (espero que não me acusem de nada) parece-me ser um sinal de que querem ser diferentes dos outros e do que eram, esperemos que consigam. O PÚBLICO precisa e, sem querer parecer político, o país também precisa de diários de referência que saibam acompanhar as mudanças e se modernizem, mas que mantenham intacta a independência e que saibam assumir os erros, porque acontecem e não há coisas imaculadas, mas que, sobretudo, não se deixem envolver em trapalhadas. O contrato com os leitores a isso obrigad e deve estar sempre acima de tudo.

Foi também com o mesmo entusiasmo de adolescente que assisti ao vídeo que nos apresenta a nova direcção e os "novos"/reforçados objectivos do PÚBLICO e que o assumem como "Um Jornal para o Futuro".

PS - A nova directora Bárbara Reis vai estar 2ª feira à conversa no Pessoal&Transmissível de Carlos Vaz Marques na TSF, quem não apanhar em directo pode ouvir aqui.

jornais
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António Sérgio para sempre no Éter

by ocondutor | 0 comentários
imagem: antónio sergio © Sardine&Tobleroni My Mirror - History of Portuguese Rock in 39 Paintings

Isto lá é notícia para começar o dia? Um tipo acorda e a primeira coisa que lê tem no título "Faleceu o Radialista António Sérgio"... Um nome e uma voz daquelas que nos habituamos a ter sempre lá, para ouvir, sem corrermos para o rádio, sem sofrermos por faltar à chamada porque teremos sempre o dia seguinte. Desde o momento em que alguém nos aponta o caminho que percebemos que os lobos merecem ser escutados - pelo que sabem, pelo que ensinam - correm escondidos mas quando damos de cara com eles sabemos que será uma experiência intensa.

Se uns fazem música, outros divulgam, ajudam, produzem... Há esse lado também. Do passado? Claro, mas num tempo em que era preciso lutar até para conseguir fazer isso, num tempo em que a música portuguesa não significava o mesmo que significa hoje e onde a música não ocupava o tempo e importância que hoje ocupa nas nossas vidas. O nome António Sérgio, nunca é demais dizê-lo, faz parte da história do Rock.

Aproveitemos a última semana de emissões que sobreviveu ao autor e vai para o ar esta semana, como se nada tivesse acontecido - life goes on... Espero que lá na eternidade se faça uso das ondas do éter, será um bom uso certamente.

rádio, vida
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