Atropelei o Calimero


Holy... Shatner

Sexta-feira, 21 de Outubro de 2011 by ocondutor | 0 comentários

Shatner is the man

William Shatner até pode continuar a ser, nas nossas cabeças de petizes crescidos, apenas e só o rosto e voz do Cpt. James T. Kirk e só isso já chegava para ser o maior, mas há mais, muito mais... De vez em quando lá vem ele com os seus delírios musicais - muitas vezes versões de temas ultra conhecidos - e nós deliramos porque a coisa é sempre divertida e traz sempre pérolas musicais que, despida a carapaça cómica, fazem corar de vergonha outros cancioneiros que se levam mais a sério.

Ah, mas ele não canta, fala. E depois? É de gritos aquela versão cheia de força (tão bom como o original) de Common People dos Pulp. O seu Has Been é um daqueles discos a que estou sempre a recorrer. 

Pois que desta vez andou a brincar - novamente - ao espaço, mas à boleia de David Bowie. O disco saiu no início do mês de Outubro e o single/vídeo, por estranho que pareça, recaiu sobre a recriação de Bohemian Rhapsody dos Queen. O vídeo é idiota, a versão também, mas a ideia é mesmo essa. Pelo menos tem o mérito de nos ensinar a letra, a partir de hoje já não há desculpas.


música
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De calculadora na mão

Quinta-feira, 20 de Outubro de 2011 by ocondutor | 0 comentários
imagem: eneko, vinhetista do jornal espanhol 20minutos.es
Nos dias que correm andamos todos com a cabeça nas contas - nas nossas e nas deles poderosos governantes e demais ajudantes - à procura dos pequenos cêntimos a mais que se podem tornar em gastos a menos. Nunca tive tantos almoços, pequenos-almoços, jantares, pausas para o café, encontros ao acaso que de forma instantânea se transformam em fórum de discussão, em gritos de revolta, em diagnósticos mais ou menos profundos. Tanta raiva a precisar de direcção, tanta boa vontade que vai acabar no sítio do costume: cada um a tratar da sua vidinha à procura dos trocos para compensar os muitos euros a mais que o glutão Estado nos vai limpar todos os meses. Para um país de deixa andar é capaz de não ser mau ver as pessoas preocupadas e a fazer contas antes, pode-nos fazer bem.

Não se pense, contudo, que aqui se aceita o discurso do HABITUEM-SE. Não vamos continuar a alimentar o monstro. O monstro que emagreça, mas não à custa de cortar do que vai parar ao prato dos outros, nos medicamentos que fazem falta a quem não os pode comprar, nas coisas que se ensinam às novas gerações, no justo pagamento pelo trabalho de quem realmente trabalha e faz o que uns certos encostados deixam para os outros fazerem. Quem é gordo não emagrece com mais comida, fecha a boca.

Não nos venham com conversas de que andamos a viver motivados pela nossa ambição de grandeza. Primeiro: querer viver melhor é legitimo para todos e não é uma coisa exclusiva vossa, meus senhores. Segundo: se nos convenceram que podíamos ter casa, carro, o último grito da moda, maquinetas que nos afastem dos tanques públicos e que podíamos pagar no fim do mês é porque isso vos dava jeito e vos fazia ganhar dinheiro. Senhores banqueiros: estamos de olho em vocês.

Como diz essa bela frase que gosto de usar até à nausea: ou há moralidade ou comem todos. Não nos irritem e não nos façam de parvos, não mostrem só o que querem e não se façam de anjinhos. Querem terrorismo? Olhem que nós também sabemos fazer terrorismo. Por enquanto pode ser só terrorismo de café, mas a coisa pode mudar, olhem que muda. Com o nosso mal vivem vocês bem, isso já nós sabemos, mas começamos a viver muito mal com o vosso bem. 

Entretanto, é divertido andar pela internet - entre blogues e jornais - e encontrar tantos, mas tantos exemplos de gastos a mais, de gente bem falante e moralista que dá conselhos ao povinho quando lhes anda a comer a medula pela calada. Bem prega frei Tomás... Coragem é decepar-lhes a bazófia, ouviu senhor primeiro ministro?

Se querem que vos diga, tudo isto e aquela coisa do Orçamento de Estado de 2012, é a mãe de todas as desculpas para as privatizações que as hienas do costume já salivam para conseguir. Qualquer dia ainda nos convencem que é giro meter-lhes as reformas nas mãos para brincarem mais um pouco ao monopólio. Espera lá, onde é que eu já ouvi isto?

vida
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Covermero: Editors - Lullaly

Sexta-feira, 14 de Outubro de 2011 by ocondutor | 0 comentários

Confesso que não tinha os Editors como uma fonte de versões. Perdoem-me a burrice de pessoa distraída, é que basta uma busca internauta simples para concluir o contrário. São muitas e interessantes as versões que os meninos de Birmingham conseguiram fazer ao longo dos tempos, algumas dignas de merecer destaque aqui na loja, mas o espaço é limitado e saber escolher é uma virtude. Aqui o rapazola deixou-se contagiar pela versão de Lullaby dos Cure. Pronto, pronto, eu sei que pode haver pouco mérito pelo facto de ter sido feita a pensar no disco Pictures of You de tributo à banda do vocalista pálido, mas o que querem...?


música
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Rabugento pá...

Quarta-feira, 12 de Outubro de 2011 by ocondutor | 4 comentários

rabugice (rabugem + -ice) s. f.
Qualidade de rabugento.  
Mau humor persistente. = IMPERTINÊNCIA

Berrar impropérios logo pela manhã; chamar nomes ao esquentador que primeiro atira água a escaldar e 3min depois cospe água dos glaciares quando desesperadamente tentamos acabar com o ardor dos olhos, culpa do champô; protestar com o tipo do carro vermelho que não sabe bem se deve ir na faixa da esquerda ou da direita e, por isso, se mantém ao meio; comentar com palavrões as novidades vinda do (des)Governo; e esta porcaria de computador que não funciona; gritar "outra vez" quando percebemos o que nos reserva o chefe cozinheiro da cantina; concluir que o dia que nos calha em sorte está longe de ser o dia que se merece; e esta papelada que só acumula e não se arruma sozinha; desejar a hora de chegar a casa para depois protestar por nunca se fazer nada de realmente excitante, aliciante, divertido, tanta coisa por onde escolher e eu aqui a ter de cozinhar uma mistela para encher a pança; beber umas cervejas no sofá para esquecer a ira; ir dormir agitado porque, entretanto, já é tarde e se não dormir as 8 horas que aquela Doutora da tv recomenda vou acordar rabugento e o dia vai ser mau e o tanto que eu tenho para fazer amanhã e o tanto que não me apetece fazer aquilo que tenho para fazer e se eu pudesse ficar a dormir e se amanhã fosse Sábado ou Domingo e...

Esta era a parte em que contrariava tudo o descrito anteriormente explicando qual o meu truque ou usando uma daquelas frases saídas de livros de capa dourada chamados Segredo, mas vamos reconhecer o óbvio: adoramos o mal disposto, o mal humorado, o nem me fales, o não estou bem, o cala-te lá que isto é uma desgraça, o já viste a minha vida, o deixa-me estar, o hoje dá-me espaço. É que dá menos trabalho protestar para o ar, ser inconsciente e inconsequente do que meter a cabeça a pensar em como fazer diferente.

vida
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Idade, como tu avanças

Domingo, 9 de Outubro de 2011 by ocondutor | 0 comentários


Amante de teorias, aqui o petiz há muito decidiu que um dos primeiros sinais de que não se vai para novo é o aparecimento de certas pilosidades em certas zonas do corpo que antes se mostravam jovens e limpas de excessos. Na sua rebelde juventude, aqui o petiz sempre riu à gargalhada de certas ideias tvshop que mostravam homem contentes introduzindo maquinetas nas narinas e nas orelhas destinadas a cortar pela raiz essas mesmas pilosidades. Anedotas sobre o assunto, aqui o petiz fez algumas. Pobre idiota.

Imaginem a vergonha quando, depois de mais um belo corte de cabelo, tem a sua fiel hairdresser a negar-lhe o direito imediato à lavagem e massagem do escalpe para poder resolver uma última questão: pilosidades nas orelhas... Como? Já? Há muito que por aí andavam, mas a ponto de até a fiel menina destinada a elogios vários e acabamentos finais,capazes de nos fazer sair dali com vontade de ir à conquista exigir o fim de tal excesso...? Um copo de água, se faz o favor. Um individuo precisa de preparação para um momento como este. O momento em que toma consciência que os cortes de cabelos deixam de ser apenas cortes de cabelo para passarem a ser também cortes rentes nas orelhas.

Teme-se agora pelo dia em a tesoura descer ainda mais uns centímetros e se concentrar na protuberância frontal do rosto bem acima da boca. É o princípio do fim, o adeus ao petiz. Talvez devesse encomendar já o anti-rugas, as boinas, o andarilho e as lindor.

bizarrices
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The Vaccines - Wetsuit

Sexta-feira, 7 de Outubro de 2011 by ocondutor | 0 comentários

Porque aqui tinha feito o apelo para a participação massiva no desafio lançado no Verão pelos The Vaccines, não podia deixar passar em claro o produto final que é como quem diz o video de Wetsuit. Para quem não está a ver e não lhe apetece seguir o link em cima, recordo que a ideia era os fãs tirarem fotografias com o instagram - aplicação bem conhecida de todos os utilizadores de iPhone - e deixá-la disponível, através dum tag especial, para a banda utilizar dando corpo à espécie de balada que assim cheira a Verão, festivais, música e emoções várias.

O resultado final aqui está, que se acusem os portugueses que conseguiram ver uma foto sua escolhida, eu não tive sorte...


música
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Some people have a Job

Quinta-feira, 6 de Outubro de 2011 by ocondutor | 0 comentários

geek, vida
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Hoje Outubro, amanhã Novembro

Terça-feira, 4 de Outubro de 2011 by ocondutor | 1 comentários

Juro que este é o ano mais rápido da minha vida. Digo isto com tanta certeza que era capaz de o afirmar em tribunal, sob juramento, com a mão direita em cima da Bíblia e com o meirinho de ar ameaçador a olhar para mim enquanto afia a lamina da guilhotina. E eu tenho-me esforçado tanto, Sr. Dr. Juiz.

Andava eu na minha vida, ali entre as 9h15 e as 9h20, quando ouvi dizer: "só lá para Novembro". Automaticamente pensei que até Novembro ainda faltava muito tempo, pelo que era incompreensível esperarem tanto tempo. Parei, fui buscar a calculadora para fazer as contas e foi então que percebi: já estamos em Outubro. Então mas isto agora é assim? Em apenas um mês se vai um ano, uma semana dura dois dias... O mundo anda mesmo amalucado.

Tranquilamente cheguei a uma conclusão: isto cá para mim é coisa do aquecimento global. Só pode ser. Até porque estou farto de ouvir que é ele o culpado pela instabilidade do tempo.

P.S. A continuar assim, um ano passará num dia e um dia num par de segundos. Olha, acabou...

bizarrices, vida
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Sarah Jarosz

by ocondutor | 0 comentários
É uma vergonha ter andado a degustar a voz da menina Sarah Jarosz de forma tão egoísta. As coisas boas são para ser partilhadas e os fieis leitores (deixem-me viver em negação) merecem que partilhe as descobertas recomendações que vou beber noutros espaços mais especializados, atentos e conhecedores que este. Perdoem-me a conversa fiada e permitam-me que dê lugar ao que interessa.

Sarah Jarosz é uma daqueles pérolas que só seria possível obter nessa vasta imensidão de terra chamada U.S.A. com as suas pradarias varridas pelo pó arrastado ao sabor do vento e as casas com alpendre e baloiço onde se costumam ouvir guitarras, banjos e bandolins a servir de ritmo a uma voz ora sumida, ora presente. Sarah nasceu em Austin no Texas e, ao contrário daquilo que nos obriga a imaginar ao ouvi-la, sabe bem os ambientes por onde se move e onde se inspira para fazer música. E que música. É vergonhoso que alguém com 20 anos - ninguém nasce em 1991 - tenha a desfaçatez de fazer música como se tivesse 50 ou 60 com uma calma e uma paz interior de quem sabe das coisas e já viveu histórias para contar.

"Follow me Down", precisamente as primeiras palavras que nos dirige neste seu segundo disco, é o nome do mais recente trabalho ao qual cheguei pela primeira vez através do banjo regado a violoncelo onde ambos se dobram perante a voz suave, segura e decidida que avança para nos falar duma tal de "Annabelle Lee", terminando numa explosão a que se juntam violinos, uma guitarra e uma bateria. Só que, sem dúvida, para passar da paixão ao amor eterno só com o dedilhar da guitarra da música de abertura que docemente nos ordena: "Run Away". E eu vou, vou para onde quiseres. Sem ninguém saber. Sem ninguém por perto. Na sombra da lua, procurando o que é verdadeiro. Nós podemos. Eu seguro-te na mão... com força e não largo. Sim, podemos... fugir...


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