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Why the HTC One Lacks a Micro SD Slot
Há 38 minutos
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| imagem: rtp.pt |
«A campanha eleitoral para as legislativas tem girado em torno do acordo com o FMI, nomeadamente com a redução da Taxa Social Única, ou, como se costuma chamar, a contribuição dos patrões para a Segurança Social.A Segurança Social tem de fazer face a enormes compromissos que tem com aqueles que já trabalharam ou com os que ainda trabalham, designadamente, pagando pensões (velhice, invalidez, etc.), subsídios de desemprego e outras prestações sociais. As receitas que permitem que exista esta protecção social vêm das contribuições dos trabalhadores, das contribuições dos patrões e do Orçamento de Estado, ou seja de impostos como o IVA, o IRS, o IRC, etc.Os patrões contribuem com 23,75% sobre o salário do seu empregado e esse trabalhador contribui com 11%.
Assim, quando se discute uma redução da contribuição dos patrões para a Segurança Social (ou Taxa Social Única) o que se está a dizer é que os patrões deixarão de fazer face às suas responsabilidades para com os seus trabalhadores e que teremos de ser todos a pagar aquilo que devia ser responsabilidade do patrão, pois é ele quem lucra com a trabalho daquele seu empregado.Vejamos como querem que paguemos a baixa da contribuição dos patrões:a) Falta de sustentabilidade da Segurança Social, ou seja deixa de haver dinheiro para pagar pensões e subsídios de desemprego ou doença. Pagamos nós todos porque se reduz a protecção social.b) Aumento dos impostos, assim cada consumidor (no caso do IVA) vai, no fundo, subsídiar a redução dos custos das empresas. Perdemos todos porque pagamos nos impostos os lucros das empresas.Assim, quando vires os políticos na televisão a dizer que vão baixar a taxa que os patrões pagam à Segurança Social e a apresentarem isso como se algo bom pudesse vir dessa redução, lembra-te que o que estão ali a dizer é que serás tu, mais uma vez, a pagar o custos que deviam caber ao teu patrão.Muitos advogam que a redução da Taxa Social Única permitiria um ganho de competitividade que aumentaria o emprego. Mas tal não corresponde à verdade, pois Portugal tem um tecido produtivo baseado em Pequenas e Médias Empresas, com um reduzido número de trabalhadores, e, de acordo com uma reportagem do Público esta semana, esta medida apenas beneficiaria as grandes empresas.»
