Depois de ter lido com agrado "Repórter de Guerra" de Luís Castro e ter exclamado mil vezes "fossssga-se" ou ter rido de situações que de cómicas só têm o facto de não terem resultado em morte, foi maravilhado que cheguei a este Cheiro a Pólvora . Para além desta ser uma ligação directa ao coordenador do Telejornal da RTP1, o que só por si não é pouco, ainda é possível ajudar o senhor a encontrar novos temas e pontos de vista para reportagens, assim nos apeteça colaborar. A par disso, Luís Castro foi publicando alguns excertos do referido livro, que acreditem tem muito mais para descobrir do que por aqui já foi publicado.
Os mais atentos já perceberam que o Luís Castro anda por Angola a preparar uma série de reportagens para o Telejornal da RTP. Até ao momento já foram para o ar duas reportagens e há mais a caminho, a promessa é feita pelo autor, ao ritmo de uma por dia.
E se o jornalista anda por Angola, pois que o blogue também por lá se movimenta. É por assim dizer uma visita guiada ao terreno, à preparação e às peripécias que sempre acompanham estas situações. descobrimos que Angola é um estaleiro e que está a fazer o que não fez em anos de guerra, algo a que facilmente teremos acesso nas reportagens. O que dificilmente poderemos ver nas reportagens é a história da multa a troco dum sinal de trânsito que não estava mas que segundo o polícia já esteve e, por isso, é a mesma coisa, e à custa duma regra de trânsito inventada na hora. Ou do lixado que é pagar, até para um jornalista às custas da redacção, um almoço a peso de ouro. Dá para ver que há algum fascínio nas palavras de alguém que andou a saltitar entre os dois lados duma guerra civil e que agora regressa para relatar a reclonstrução, ou ainda parte dela.
Resumindo e baralhando, Luís Castro dá-nos, por estes dias, os extras daquilo que é o trabalho a ser mostrado na RTP, para onde tem deixado os links. Passem por lá para a espreitadela.
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PS - Já agora, pode parecer exagerada esta insistência na guerra e na pólvora, mas bastam estas palavras para se perceber:
"Estou para sair de casa quando me cruzo com a minha mulher. (...) Vê-me vestido com o colete que uso nas guerras e fica parada à entrada da porta.
- O que se passa?
- Mandaram-me outra vez para a Guiné. Recomeçou a Guerra.
- Definitivamente, não tens juízo. Lembra-te de que tens dois Filhos!"



1 comentários:
Sim senhor.... belo blog que descubro via Calimero. Vai para a minha de favoritos!
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