Once a fighter, always a fighter... era assim que resumiria numa frase este The Wrestler. Mas o filme é muito mais do que apenas a história de Randy "The Ram" Robinson é o já badalado renascer da phoenix Mikey Roarke, e que regresso. Vou-vos poupar a todo o blá, blá blá que se acumulando para legitimar os prémios e a nomeação para os óscares. Mas, em jeito de comparação com o verdadeiro vencedor do óscar de melhor actor, diria que, apesar de Sean Penn conseguir uma performance brilhante, a ponto daquele comentário de Robert De Niro - qualquer coisa como: como é que te deixaram fazer tantos papéis de heterossexual - fazer todo o sentido do mundo, Rourke desaparece de cena e das nossas ideias dando lugar apenas ao personagem. É preciso dizer mais alguma coisa?
Depois, rezam as crónicas que o tuff guy Rourke deu o corpo ao manifesto e chegou mesmo a cortar-se numa das cenas do filme para, derramando o seu próprio sangue, ultrapassar a ficção e torná-la realidade. Props pra quem se entrega desta maneira. Props também para um senhor que se ouve a cantar durante o filme e cuja cantiga acompanhou Rourke na sua travessia no deserto enquanto actor, mas luta infernal no mundo do boxe: AXL Rose abdicou dos direitos de Sweet Child of Mine a favor do filme, é que o budget era bem apertado e não chegava para tanto. E a música cai que nem ginjas no filme e no momento certo.
Uma grande palavra de apreço ao realizador Darren Aronofsky que teve o bom senso de manter a sua escolha inicial de dar o papel a Rourke e, mesmo isso tendo significado certamente menos dinheiro para trabalhar, ter mandado o estúdio às urtigas e com ele Nicolas Cage, o homem sugerido pelos bosses... Eu nem quero imaginar... A ideia de ter a câmara sempre a seguir o herói e ao ombro, transporta-nos para o domínio documental. Se bem que quando é preciso os planos estáveis e seguros aparecem, quase sem os vermos.




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