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Rickard Wright a Floyd now flyin'

segunda-feira, 15 de setembro de 2008 by ocondutor | 0 comentários
Se tivesse de "culpar" uma banda por ouvir música teriam de ser os Pink Floyd. E na lista de culpados materiais: Rick Wright, que hoje deixou fisicamente a face da terra, seria um dos nomes de topo.

Com, talvez, 10 anos pouco mais fazia do que ouvir em repeat o vinil, que nem sequer era meu, de "Delicate Sound Of Thunder", gravado ao vivo, do qual adorava e adoro a capa. Anos mais tarde, foram os Floyd a primeira banda que me levou a querer saber mais sobre os outros discos, que eram tantos... E sobre a história. Descobri que havia um maravilhoso mundo, não novo, mas passado que era preciso ouvir e investigar. Não foi fácil numa altura em que o dinheiro eram nenhum e as fontes pouco maiores. Havia quem ouvisse e tivesse alguns discos e muitas cassetes gravadas mas todos bem mais velhos e pouco disponíveis para conversas... Foi esperar uns anos e voltar à carga!

É justo assinalar que, como já deu para perceber, os Floyd atravessaram a minha vida. Não vou dizer que Rick Wright era o meu favorito ou que absorvia os sons do teclado que, sempre soube embora sem reparar, tocava com mestria. Wright é, ao lado do baterista Nick Mason, o único que sobreviveu às três faces e personalidades que lideraram a banda: Barrett, Waters e Gilmour. Aliás ainda nem os Floyd existiam e já Wright, Mason e Waters tocavam juntos como Architechtural Abdabs depois de se conhecerem no curso de arquitectura em Londres. É também o nome dele que aparece nos créditos de muitas das músicas dos Floyd, em particular o maior de todos "Dark Side Of The Moon" com destaque para a faixa "Time" que me causava imensa estranheza (em jovem é óbvio) e que se tornou numa das minhas favoritas. Mas dizem que o grande contributo está na faixa "The Great Gig In The Sky"...

Wright foi o primeiro a abandonar a banda devido aos conflitos com Waters já depois do lançamento do "The Wall", mas a importância de Wright é comprovada pelo facto de Waters e companhia o terem chamado para tocar nos concertos ao vivo do próprio "The Wall". Mais tarde acaba por voltar em pleno já com Gilmour na dianteira e Waters fora do baralho. Muitas mais histórias haverá, mas não sou um profundo conhecedor da matéria floydiana. Sei que teve outro projecto durante o tempo que esteve afastado e que depois gravou um disco a solo já depois dos Floyd se terem dissipado no nevoeiro.

Dizia-se que um dia iam voltar um dia os quatro juntos, como o nosso D. Sebastião, pode ser que seja em homenagem a Wright. Fica a ideia.

música
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