Atropelei o Calimero

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Noite de Fado Vadio

quinta-feira, 31 de maio de 2012 by ocondutor | 0 comentários

O Fado não se importa da má fama, de ser visto com más companhias, de ser a má companhia.
O Fado não se importa de ser falado por entrar em lugares mal frequentados. Paga um copo aos amigos e às amigas, bebe até cair... Mas, o Fado também vai à missa, veste fato de gala, frequenta as melhores casas, convive com os turistas. Promove as melhores vozes e a mestria dos grandes artistas.
O Fado é de todos: da Mouraria, da Severa, do Mauricio, do Marceneiro; é de Alfama, da Madragoa; é do país; é de Lisboa.
O Fado não tem hora marcada, nem pressa para chegar a casa. Sai sempre cedo, à noite; chega sempre tarde, já de madrugada.
O Fado é um Vadio.
Os Amigos de São Cristóvão vão vadiar com ele na rua entre copos de tinto, tigelas de caldo verde, chouriço e a bela bifana. As vizinhas estão doidas, vão ter falatório para toda a semana.
escrito originalmente para: Le Cool Lisboa

A 2ª noite de Fado Vadio do M.A.S.C. acontece este Sábado, 2 de Junho, pelas 21h na igreja de São Cristóvão - mesmo ao cimo das Escadinhas de São Cristóvão e do Mural ao Fado, também ideia do M.A.S.C. Podem e devem aparecer mais cedo porque as bifanas e o caldo verde vão sair a tempo da hora de jantar. 

agenda, Rua
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Mural ao Fado - Escadinhas de São Cristóvão

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012 by ocondutor | 0 comentários

Foi um fim-de-semana tão intenso que me faltou o tempo e, confesso, a energia para deixar aqui o merecido elogio ao trabalho desenvolvido nas Escadinhas de São Cristóvão pelo Movimento Amigos de São Cristóvão, pelos amigos que apareceram para ajudar e, sobretudo, pelos artistas convidados, entre grafiters e ilustradores. Props para todos: Mário Belém, o colectivo União Artistas do Tranção, Nuno Saraiva, Vanessa Teodoro, Makarov e Pedro Soares Neves.

Aqui fica a obra no minuto em que foi acabada:

E já agora, para as devidas comparações, o antes:

E o depois:

Vão lá ver e fotografar a obra de perto porque escondi, de propósito alguns pormenores (talvez ainda cá volte). As coordenadas são as seguintes: 38.712844, -9.135942, acesso a partir da Rua da Madalena, entre o número 182B e 192.

Rua
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Nus em Lisboa... a PSP não deixa

sábado, 25 de junho de 2011 by ocondutor | 0 comentários
Pouco depois de ter escrito aqui há dias sobre o World Naked Bike Ride descobri que, sem querer, tinha acertado na muche. Então não é que está agendado precisamente para este Domingo em Lisboa o primeiro World Naked Bike Ride Lisboa? É verdade, clickem no link e vão ver como é verdade verdadinha. 

Atenção que eu disse agendado, não quer dizer que Portugal, este país de decência e moralidade, deixe que um grupo de malucos ande por aí a exibir os seus corpos - realce-se seus corpos - nus e suados em cima de bicicletas. A malta até queria sair do Parque Eduardo VII e "marchar" Avenida da Liberdade abaixo seguindo depois em direcção a Belém, mas a PSP não deixa. Os amigos da polícia devem ter ido consultar os manuais da moralidade de outros tempos e decidiram que não há nudez para ninguém: querem andar de bicicleta andem, mas vestidinhos que isto é uma terra de respeitinho... E eu que andei com a respiração suspensa à espera de vos poder dar a novidade com entusiasmo, tenho de vos dizer que, afinal, ainda não é desta que temos, no verdadeiro conceito da ideia, o primeiro World Naked Bike Tour em Lisboa. Talvez para a próxima se disfarçarem a coisa de festa da produção de bicicletas nacional e pedirem apoio a uma cadeia de hipermercados...

Contentemo-nos com o ensaio. A partida acontece Domingo às 15h30 na rotunda do Marquês do Pombal. Levem fato de banho, protector solar que o sol anda forte, comidinha e boa disposição.

bizarrices, Rua
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Lisboa d'Outono

domingo, 24 de outubro de 2010 by ocondutor | 4 comentários

Rua
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Incrível Tasca Móvel

sexta-feira, 1 de outubro de 2010 by ocondutor | 0 comentários
Tomem nota na agenda: de hoje a Domingo os O'queStrada abrem a tasca em pleno Rossio assim que forem 21h30. Hesitei bastante antes de colocar aqui este destaque, principalmente porque sou invejoso e, como a coisa é limitada a 300 lugares, não quero que me vão para lá estragar as vistas para o palco. Mas, deixei-me de tretas e, como o que eu quero é festa, faço questão que apareçam. Se virem por lá um tipo com um garrafão de 5 litros debaixo do braço e máquina fotográfica a tiracolo há fortes possibilidades de ser eu.


música, Rua
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Pianos na rua

quarta-feira, 4 de agosto de 2010 by ocondutor | 0 comentários
E se um dia formos pela rua e encontrarmos um piano disponível para ser tocado, isso é culpa do projecto Play Me I'm Yours e dum senhor chamado Luke Jerram, um artista multifacetado britânico. O desafio anda a correr diferentes cidades do mundo desde 2008 e está, neste momento, em Nova Iorque - para o caso de lá irem podem conferir aqui onde estão os pianos.

Pessoalmente nunca me cruzei com estes pianos (não que isso fosse fazer diferença porque de pianos só sei que têm teclas brancas e pretas) e, por isso, bem que gostava de os ver espalhados em cidades portuguesas. Nunca se sabe quando é que não descobrimos um talento musical num qualquer vendedor de castanhas, numa qualquer florista do Rossio, num japonês de câmara fotográfica ao pescoço ou, sei lá, ter aulas de piano de graça no meio da rua e abafar o barulho dos carros. Lembrei-me disto hoje quando passei mesmo ao lado das obras da Portugal Arte 2010 que ocupam algumas praças de Lisboa e porque me agrada esta coisa de levar "a arte" até às pessoas.

Agora que já dei ares dum gajo cheio de conhecimentos e interessado nestas coisas da arte, já posso ir dormir descansado. Farewell.

arte, Rua
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A Caixa in loco

segunda-feira, 27 de julho de 2009 by ocondutor | 0 comentários
Não é todos os dias que temos um filme a ser projectado, praticamente, à porta de casa. Também não é todos os dias que o filme em questão está a ser projectado exactamente no sítio onde foi rodado.

"A Caixa" de Manoel de Oliveira iluminou hoje as escadinhas de São Cristovão e conseguiu juntar umas boas dezenas de pessoas mais as que passaram, viram uns minutos e foram à vida. Foi bom poder rodar a cabeça e identificar cada recanto e cada porta por onde apareciam os personagens... Foi bom ver o tão pouco que mudou em 15 anos, na altura ainda nem sequer vivia em Lisboa...

A ideia Fitas na Rua tem-se vindo a repetir por diferentes sítios da cidade e com diferentes filmes, consultem aqui o que ainda está para vir.

cine, Rua
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"Pitons" de Sousa...?

quinta-feira, 30 de outubro de 2008 by ocondutor | 1 comentários
Serei só eu ou há mais quem se tenha perguntado: Será que eu vi bem? Só sinto falta do António Vitorino, será que vai à baliza?


Rua
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Há mais quem atropele o Calimero

sábado, 17 de maio de 2008 by ocondutor | 0 comentários

Henk Hofstra's "Art-Eggcident" na cidade Holandesa de Leeuwarden.

Afinal há por aí quem também atropele o Calimero... e ao pé dele, este pobre rapazola não passa dum menino de coro.
O senhor chama-se Henk Hofstra e é um habitué das intervenções citadinas. A verdade é que não faz a coisa por menos, depois de ter criado um rio urbano com carros afogados e tudo, chegam os ovos espalhados por Leeuwarden - cidade holandesa de nome bastante simples de pronunciar.
Não há muito mais a dizer, apenas que aqui o rapazola se identificou e agradece a homenagem... Quanto ao trabalho do senhor, só para dizer que os ovos, alguns com 100 metros de largura, vão ficar a fritar ao sol por mais seis meses.

Rua
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Arte de rua

segunda-feira, 5 de maio de 2008 by ocondutor | 0 comentários

Rua
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As mascaras desceram à cidade

domingo, 4 de maio de 2008 by ocondutor | 1 comentários
Deixei-me apanhar pela avalanche de foliões que invadiu a baixa lisboeta para a marcha do III Festival de Máscaras Ibéricas. De tal maneira me perdi que quando reparei já tinham passado três animadas horas.

Deu pra tudo: admirar as macacadas dos mascarados que tinham nos portugueses de Vinhais o expoente máximo - as crianças e as meninas bonitas que o digam - e principalmente admirar a beleza e diversidade das criações que proliferam pela península. Uns inspirados pelas lides dos toiros, outros mais simples e brincalhões a atirarem farinha, palha e serradura à roupa da gente bem vestida da cidade. É nestas alturas que me dá uma espécie de saudosismo das tradições e das vidas passadas que criaram tamanhas manifestações de alegria e diversão.


Se para uns o que conta é mesmo meterem-se com as pessoas que passam, para outros é um orgulho bater com toda a força nos bombos gigantes até as mãos começarem a sangrar. Em todos um traço em comum: a música. Ora orquestras de gaitas de foles davam o mote, com as tarolas a acompanhar, ora eram os bombos gigantes, dos tais que batem mesmo até doer, a marcar o ritmo da festa. De fazer tapar os ouvidos eram os badalos que, das vacas, foram por uma tarde atados à cintura e usados para ensurdecer os ruídos citadinos de Sábado à tarde; logo ajudados pelas enxadas e segadeiras que, quando activas à força de marteladas, são melhores que as anteriores.

Quem não se deixou perder pela cor e ritmo dos acontecimentos foram as objectivas dos fotógrafos de circunstância, prontas para levar imagens pra outras paragens. Gosto desta mistura de realidades e culturas, ainda por cima, todas concentradas numa só rua. Em resumo vale a pena perder-mo-nos de vez em quando.

Rua
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