Atropelei o Calimero

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Faz sentido, faz... A Greve

quarta-feira, 14 de novembro de 2012 by ocondutor | 0 comentários
| imagem: 5dias.net

Enquanto andarmos nisto, enquanto não ouvirem a voz do povo, enquanto fizerem questão de obedecer aos donos do dinheiro, enquanto esquecerem a vida das pessoas, enquanto a solidariedade for apenas uma palavra, enquanto a União Europeia fizer de conta que não é nada com eles, enquanto o povo tiver voz... A Greve faz sentido, faz todo o sentido.

política, vida
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Este Governo enlouqueceu...

quinta-feira, 11 de outubro de 2012 by ocondutor | 0 comentários
Os novos escalões de IRS
Até 7.000€ - 14,5%
Entre 7.000 e 20.000 - 28,5%
Entre 20.000 e 40.000 - 37%
Entre 40.000 e 80.000 - 45%
Mais de 80.000 - 48%
(...)
Haverá ainda uma sobretaxa de IRS equivalente a 4% do rendimento colectável que exceda o salário mínimo que será cobrada todos os meses.
fonte: jornal i

...e nós vamos juntos, rumo à loucura. Um tipo acaba de jantar e leva com isto de sobremesa...? Agora sim, podemos chamar-lhes, com toda a legitimidade: Fanáticos Dos Popós...

política, vida
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De pernas para o ar, a bandeira... sim, ainda

terça-feira, 9 de outubro de 2012 by ocondutor | 0 comentários
ò Costa, está bem assim não está...? | imagem: SIC Notícias

É que, por mais vezes que veja esta imagem, não consigo parar de rir com a mais poderosa/maravilhosa/espectacular metáfora de sempre sobre o Estado do país... E não há ninguém que grite o rei vai nú...? Apesar de, claramente, estar ali malta do lado direito da imagem que topou a coisa (atentem na senhora loira).

Eu sei que venho tarde, mas também não era de esperar prosa inteligente da minha parte sobre o assunto.


política, vida
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Porque não falo eu do "enorme aumento de impostos"

quinta-feira, 4 de outubro de 2012 by ocondutor | 0 comentários
sorri Gaspar | imagem: © Steven Governo / Global Imagens in Diário de Notícias

Sinceramente, a quantidade de sais de fruto necessária para processar e digerir semelhante coisa estão acima das minhas capacidades. Financeiras, entenda-se.

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Eles não se calam e nós também não

sábado, 29 de setembro de 2012 by ocondutor | 0 comentários

Porque todos somos trabalhadores.
Porque é importante continuar a manter a voz grossa e o dedo apontado.
Porque sabemos que estão errados.


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Cegos, surdos, pena não serem mudos II

sexta-feira, 28 de setembro de 2012 by ocondutor | 0 comentários
lavo daí minhas mãos, já dizia Pilatos... e o triste fim que ele teve: suicidou-se | imagem: Público online

No caso de terem ficado pouco esclarecidos com a reflexão anterior, achei melhor concretizar. É tão evidente que nem precisaria de dizer mais nada, mas não consigo... Não me contenho... 

O douto Sr. não terá, jamais, culpa. Pobre coitado que se tem esfolado tanto a pensar em forma de sugar dinheiro para o poço sem fundo da austeridade. É um mártir, o pobre. Tem sido o povo, esse trapaceiro, que tem andado a conspirar contra ele, o Governo e a recuperação que, nas contas certinhas da folha excel, já devia ter chegado. 

Foi o povo que não comprou carro novo - mesmo podendo, palavras dele - e lhe negou melhores resultados na cobrança de IVA. Foi o povo que deixou de jantar fora matando o aumento do IVA na restauração. Foi o povo que começou a comprar arroz carolino do mais barato em vez do muito melhor agulha, não tem gosto nenhum este povo. Foi o povo que a rir - o mafarrico - começou a meter gasolina da mais baratinha nas bombas dos hipermercados, deixando de pôr daquela aditivada que faz mais Kms e tudo, este povo é mesmo burro. Foi o povo que foi ter com o patrão e lhe pediu - por Deus - que lhe baixasse o salário este ano e, assim, descontar menos em IRS; assim como quis receber menos subsídio de alimentação ou em senhas para deixar a máquina fiscal a arder. Foi o povo - maquiavélico e malévolo - que bateu à porta do Sr. Antunes e lhe disse: sabe, estou com inveja da minha esposa e do meu filho que terminou agora a licenciatura mais a minha filha que anda a passear os livro no 12º ano; andam lá por casa a viver à conta e convinha-me ser despedido para viver à mingua com o subsídio de desemprego; só para lhes mostrar como elas lhes mordem. Podia ficar nisto o dia todo...

Amigo Passos, nós ouvimos-te e vamos fazer o favor de nos sacrificar mais e mais, até ao sacrifício final. Seremos mártires nas tuas mãos de mártir; afinal somos iguais, não é...? Em 2013 vamos gastar tudo até ao último cêntimo para que tu consigas atingir os teus objectivos e ainda vamos conseguir poupar muito, como nos disseste no início do mandato, para ajudar os - ò pais salvadores - teus e nossos amigos bancos.

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Cegos, surdos, pena não serem mudos

quinta-feira, 27 de setembro de 2012 by ocondutor | 0 comentários
ò p'ra eles... | imagem: viverramalde

A cada dia que passa e à medida que começamos a sentir sobre nós a pressão da inevitabilidade da lâmina afiada, pronta para cortar a eito os parcos rendimentos - compensação pelo trabalho e, por conseguinte, propriedade de quem fez o que lhe competia para o receber, nunca é demais dizê-lo -, começamos a compreender que este Governo não percebeu nada do que lhes disse o povo no 15 de Setembro e repetiu a 21 de Setembro à porta do Palácio de Belém. 

Disse o nosso 'Primeiro' que viu e ouviu. Pois que até pode ter visto e ouvido, mas não entendeu nada. Não entendeu ele, nem os outros que continuaram a ofender os portugueses, palavra que adoram repetir levianamente como se fizessem a mais pequena ideia do que a totalidade dos portugueses pensa e sente a cada momento. Mais nos valia que fossem mudos. Não entenderam estes que nos governam, nem grande parte dos outros que acham que vão lucrar com o descontentamento e, colando-se ao povo, vão dar cabo destes. Caso não tenham percebido: o bardamerda foi para todos!

O povo - esse sim - não é cego, nem surdo e, pelo que vou ouvindo todos os dias no café e na rua, começa a puxar pela memória e não pretende esquecer nem, tão pouco, ficar calado.

política, vida
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E lá veio ele outra vez...

sexta-feira, 14 de setembro de 2012 by ocondutor | 0 comentários
| imagem: RTP

Se eu soubesse que ia ser do tipo comédia, tinha comprado pipocas. Por outro lado, também poderia ter ido comprar ovos.

by the way: e sem estar planeado, o meu jantar, logo depois da entrevista, foi coelho. E não é que o comi com gosto...?


política, vida
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...depois veio este.

terça-feira, 11 de setembro de 2012 by ocondutor | 0 comentários
consciência pesada...? | imagem: imprensa falsa

Repito: e a energia e vontade que era tanta depois das férias... A cabeça dele pode pesar, mas a nossa vai latejar e muito com tantas contas e mais contas para pagar ao cobrador.

política, vida
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E uma cruzada jornalística contra estes feudos, não?

quarta-feira, 8 de agosto de 2012 by ocondutor | 0 comentários

Meus amigos, vamos investir 52 min e 25 seg a ouvir atentamente a conversa entre estes 3 senhores: José Gomes Ferreira, editor de economia da SIC; Paulo Morais, ex-vice-presidente da CM do Porto e
vice-presidente da ONG "Transparência e Integridade"que ficou famoso pelas verdades que disse no programa "Eis um Homem!" do canalQ; Tiago Caiado Guerreiro, fiscalista e Armando Esteves Pereira director-adjunto do Correio da Manhã. Obrigado ao Má Despesa Pública pelo destaque.

via: madespesapublica.blogspot.pt

Depois de ter assistido à conversa tão clara e directa pergunto: porque razão, todos estes esquemas de enriquecimento e roubalheiras a quem trabalha, não são abertura de telejornais e títulos de 1ª página dia após dia? Dentro deste raciocínio, as perguntas retóricas de José Gomes Ferreira, ainda que bem intencionadas, e as dicas de que é tudo informação pública e consultável, irritam-me a ponto de querer arrancar o meu próprio cabelo. É suposto alguém pegar naquilo que sabe, associar e mastigar isto para explicar numa linguagem que o povo consiga compreender. Está na hora da imprensa, a que ainda quer honrar a palavra jornalismo, assumir uma cruzada contra estes feudos e senhores feudais em prol dos cidadãos.


política, tv, vida
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É a ilusão, estúpido!

sexta-feira, 15 de junho de 2012 by ocondutor | 0 comentários
imagem: CM Lisboa

Na República do faz de conta, o senhor sai à rua e o povo pára de viver para assistir ao desfile, estender a passadeira e ajuda a compor o cenário. Que bonito é o povo - este povo magnifico e dedicado - quando cumpre o seu nobre papel de amém, ainda que não perceba que é isso que está a fazer. Não queremos o povo das perguntas e dos cartazes, não... Esse povo é para andar sozinho. Talvez possa desfilar, mas com açaime policial e em alturas específicas e nada festivas.

Que bonito é o senhor a distribuir sorrisos e conhecer a "verdadeira realidade" - repito "verdadeira" para enfatizar a ironia - daquelas gentes que se passeiam na rua e o observam de perto. Coitados, não lhes chega as fotografias dos jornais e as imagens da tv... Querem ver de perto as rugas do seu senhor, tê-lo ali à mão de semear a escassos 2 passos da porta de casa. Outros, porque coitados mal conseguem sair de casa - pelo fraco físico associado à fraca escadaria - olham-no da janela ajudando, sem querer, a dar ainda mais magnanimidade ao espectáculo de variedades montado para as tv's. Ele são as obras a todos o vapor até altas horas de madrugada, os raminhos e flores e decorações e faixas penduradas à última da hora - é suposto que pareça que ali não há problemas, ali está-se sempre em festa -, a fadista que surge [ler com ironia] cantando como faz todos os dias naquele lugar, ele são os edifícios pintados de véspera e de madrugada e nessa mesma manhã e escassas duas horas antes da vinda do senhor, os grafities arrancados de propósito para que tudo pareça impecável. Pena é que a câmara não fuja do enquadramento e aponte focada acima do 2º andar...

Na República do faz de conta, há quem se encarregue de evitar (esconder também poderia ser a palavra) que, tal como na história, um petiz imune possa exclamar: o rei vai nu! Podia ser que alguém raspasse a tinta fresca revelando os tijolos escondidos, o bolor do edifício mal isolado e, empurrando a porta do prédio, a máscara de cartão revelasse o interior decadente a necessitar de obras.

texto escrito por ocasião das comemorações do 10 de Junho e
da passagem da comitiva pelo Mouraria no dia 9 de Junho e
só agora publicado

política, vida
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Os Donos de Portugal

sábado, 28 de abril de 2012 by ocondutor | 0 comentários
Que grande documento este que foi transmitido pela RTP2 no dia 24 de Abril de 2012. Tão grande que tenho de o colocar aqui, mas, na realidade, é tão grande que acho que não cabe aqui nem em lugar nenhum. Aliás, vou já a correr comprar o livro em que se baseia.

Já me tinham chegado, via redes sociais, ecos de um gráfico que mostra o casamento entre política e capital, mas o documentário é 1 milhão de vezes maior do que esse gráfico. Fazer negócios e ter lucro é legítimo. O que não me parece legitimo - sou tão ingénuo -, e o quanto que nós já sabiamos e sabemos, é sugar a teta do Estado de Portugal e depois estar-se positivamente nas tintas para esse mesmo Portugal. Não é vergonhoso, é pornográfico, indecente e imoral.

depois digam que não há dinheiro e o Estado não pode | imagem: Os Donos de Portugal

política, tv, vida
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Salazarento raising

quinta-feira, 22 de março de 2012 by ocondutor | 1 comentários
o bolorento está com ganas... | imagem: wallpaper vortex

Venha de lá esse Salazar "amigo" que parece que há quem dele sinta saudades. Ele que venha saído da cova para, naquela voz de quem levou um pontapé nos túbaros ou nunca os teve, vir escorrer discursos inflamados sobre a pátria e o império. Ele que venha vender ao povo, mais uma vez, a grandeza gigante da nação e da sua gente valente que sobrevive apenas daquela panela ao lume com uma boa dose de farinha e duas couves apanhadas no quintal; que não se importa de remendar a fatiota puída de tanto uso; que trabalhará com afinco nada conquistando, mas conservará o sorriso; que voltará às grande romarias das procissões, dos peditórios e dos piqueniques de broa e vinho animados pelos ranchos-folclóricos: pobretes, mas alegretes.

Venha de lá esse bolorento país em que o povo bate palmas sem saber bem a quê (talvez para aquecer porque a roupa não chega para vencer o frio). Venha de lá essa cegueira e seguidismo do "cá se vai andando", "que remédio", "é a vida"... Venha de lá o velho expediente.

Vem isto a propósito das notícias recentes (esta do jornal Público é uma delas) que prometem o nascimento - regresso diria eu - da marca salazarenta. Confesso que não me choca que a terra natal do senhor use isso como chamariz turístico para as pessoas verem a realidade que fecundou e gerou o infinitamente pequeno "grande ditador", mas daí a inventar produtos com o seu nome... Só se for vinho amargo - carrascão, mesmo - ou enchidos de pão duro e bolorento, mas sem carne.

Certamente que esta gente só pode estar contagiados pela crescente febre zombie e vampiresca que põe tudo e todos a idolatrar a hipótese de fuga ao mundo dos mortos.


política, vida
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Se não fosse deprimente até dava vontade de rir - parte II

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012 by ocondutor | 0 comentários
não seja piegas senhor | imagem: publico.pt

Sinceramente, não sei quem é mais piegas: se o povo que olha para a carteira vazia e reclama; se o Primeiro Ministro que olha para o povo a contar trocos e reclama por estes reclamarem.

Na volta, a culpa é nossa que não sabemos viver na miséria. Ao contrário dele que, "apanhado ao acaso" por um jornalista e fotógrafo do Correio da Manhã às compras numa normal tarde de Sábado, mostrou que a austeridade é comprar apenas «um litro de leite, uma garrafa de Coca-Cola, comida para o cão e sumos». Tudo o que é necessário à subsistência mensal de qualquer família...

Ironias à parte, até sou gajo para identificar o recado escondido a Cavaco pelo momento Se não fosse deprimente até dava vontade de rir protagonizado no dia 20 de Janeiro quando fez contas à pobre reforma, mas meter a população toda no mesmo saco...? É que este Governo não aprende, nem com todos os assessores do mundo. É isso ou falta de vergonha na cara.

P.S. Esta reflexão nada tem a ver com o facto de parte desta argumentação ser uma resposta às criticas de quem não gostou da não tolerância de ponto no dia de Carnaval. Mas, por falar nisso, também me parece de mau gosto enfiar a resposta a essas criticas no meio de uma argumentação sobre o quanto temos de ser heróis e aguentar as dificuldades de manga arregaçada.

política
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FMI tens cá uma lata...

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012 by ocondutor | 0 comentários
não foste, desvias ter ido; foste, devias ter ficado | fonte: jornaldenegocios.pt

No alto do seu cadeirão, os amigos caridosos do FMI que emprestam dinheiro a países que não se sabem governar, negociando caminhos de rigor, aumento de impostos, diminuição de ajudas à população e demais saques ao orçamento dos Governos para garantir o seu guito de volta com mais uns zeros no fim, vêm agora dizer que o melhor é termos cuidado porque é capaz de dar mau resultado. É que aquela coisa dos mercados é uma entidade suprema que condena o réu por ser um crápula e por ser um honesto cumpridor.
«Medidas restritivas adicionais durante um queda da actividade [económica] podem exacerbar em vez de aliviar a tensão nos mercados financeiros”, alerta o FMI no seu Fiscal Monitor que acabou de ser divulgado.» in: jornaldenegocios.pt

A ver se aqui os pobres entenderam a mensagem: agora que estamos com as calças em baixo (para vosso prazer) não as devemos deixar cair abaixo ao nível dos tornozelos não vá uma lufada de ar causar uma pneumonia... Temos de manter saúde suficiente para aguentar as palmadinhas... É mais ou menos isto? Não tarda muito pedem-nos para investir na recuperação económica. É assim quem gosta muito dos pobrezinhos, são tão boas pessoas que lhes dão tudo o que podem, mas continuam sem perceber porque não alugam uma casa - há rendas tão baratas -, não vestem roupa de marca - agora há saldos todo o ano -, não têm dinheiro para comer - um pacote de esparguete no Lidl é tão barato -, devem gastar tudo em vinho...

política, vida
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Se não fosse deprimente até dava vontade de rir

sábado, 21 de janeiro de 2012 by ocondutor | 2 comentários
foto Presidencia da República

“Neste momento já sei quanto é que irei receber da Caixa Geral de Aposentações. Descontei quase 40 anos uma parte do meu salários para a CGA como professor universitário e também descontei durante alguns 30 anos como investigador da Fundação Calouste Gulbenkian e devo receber 1300 por mês, não sei se ouviu bem 1300 euros por mês”, disse Cavaco, olhando o jornalista. “Tudo somado, o que irei receber do Fundo de Pensões do Banco de Portugal e da Caixa Geral de Aposentações quase de certeza que não vai chegar para pagar as minhas despesas porque como sabe eu também não recebo vencimento como Presidente da República”, disse Cavaco.

Porém, o Presidente da República não esclareceu o valor da pensão relativa ao Banco de Portugal (BdeP).

fonte: Público.pt

política
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Portugal, um país brando

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012 by ocondutor | 0 comentários
olha, olha... o gajo assinou, o gajo assinou... | imagem: Público

Já lá vai o tempo em que éramos brandos nos costumes. Agora somos um país brando, ponto. O Governo e os patrões propõem, um Sindicato pira-se e acusa, o outro assina. O povo, ainda mal percebeu o que lhe vai acontecer e já a coisa está garantida, aprovada e assinada. Rápido e indolor? Nem por isso. Mas, como sempre, só na prática é que os "compreensivos" portugueses vão perceber o que lhes reserva o Sr. Doutor. Retrocesso ou o acordo do menos, é o meu resumo da coisa. 

Ah, mas «Portugal mostra ao mundo, aos mercados, que mais uma vez sabemos ultrapassar as nossas diferenças e sabemos unir-nos em momentos de dificuldades. É exactamente com este espírito de união consagrado neste acordo que mostramos ao mundo que estamos a lançar as bases para vencer a crise», diz o Álvaro. Pois eu entendo que alguém fique contente, mas esse alguém não é certamente o povo/trabalhador Português.

E calma «todos os portugueses devem estar satisfeitos», «isto é um jogo de seleção, não de equipas», afinal, as medidas «resultam do memorando da 'troika», explica-nos o "bom samaritano" António Saraiva, presidente da CIP. Há muito que, por aqui, se sabia que a "troika" era a mãe de todas as desculpas.

Enfim, como dizia o outro noutro contexto, habituem-se! Este é só um sacrifício para colher mais tarde, há que ter fé... E a fé salva, meus meninos. Ergamos todos as mãos em gesto de oração agradecida pela dádiva do trabalho. E calminha que somos um país «ambicioso, inovador e audaz», assegura o nosso Primeiro. Cá um beijinho, riqueza de sua mãe.

política, vida
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A grande loja dos pasteis de nata

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012 by ocondutor | 0 comentários
Juntando dois dos temas do momento, talvez fosse boa ideia criar uma sociedade discreta para zelar pelos interesses do país e do pastel, de nata porque o de Belém é só nosso, e, de caminho, fazer a vontade ao Álvaro.

bizarrices, política
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Bem prega Frei Tomás...

quinta-feira, 1 de setembro de 2011 by ocondutor | 1 comentários
A ver se aqui a gente, aqueles para quem todos falam em tempo de eleições perceberam aquilo que está em causa (aquele palavrão que os doutos usam para nos explicar aquilo que lhes convém não sermos capazes de entender sozinhos): ora, os tão anunciados - com pompa e circunstância - cortes na despesa do Estado são apenas e só - e mais uma vez - nas despesas sociais e nos ordenados dos trabalhadores do Estado. Pelo caminho puxa-se novamente pela receita. É bem.
Em linguagem familiar é como ter o orçamento mensal a rebentar pelas costuras, cortar na compra de comida e na mesada dos miúdos e não contentes com isso pedir mais um crédito para ir de férias.
Atendendo à contestação que antes havia por muito menos e ao - mais ou menos total - silêncio que agora se escuta, ou saíram todos beneficiados pelo novo Governo, ou para lá caminham. Nunca nos poucos anos que levo de vida vi tão claramente o que é a luta de classes e o quanto o povo sofre com ela.

política
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Habemus Governum

segunda-feira, 6 de junho de 2011 by ocondutor | 0 comentários
imagem: rtp.pt
E sendo assim, está feito... Venha de lá a factura do FMI/UE/BCE que a malta paga o que tiver de ser...

política
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